domingo, 5 de junho de 2011

"Please, let me get what I want this time..."


Como é bom encontrar uma comédia romântica diferente. É clichê dizer que a indústria cinematográfica repete as mesmas histórias o tempo todo, mas essa é a verdade. No entanto, pelo menos uma vez a cada dois ou três anos vemos algo fora do usual. E é esse o caso de "500 Dias com Ela". É até limitado classificar o filme como comédia romântica, pois vemos drama e até uma cena digna de musical. São esses elementos que fazem o filme tão bom e atípico.


Partindo do princípio "garoto conhece garota" e com cenas de flashbacks, a linha narrativa é tão surpreendente quanto o desenvolvimento de sua história. Tom (Joseph Gordon-Levitt), um azarado escritor de cartões comemorativos e romântico sem esperanças, fica sem rumo depois de levar um fora da namorada Summer (Zooey Deschanel), ele volta a vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar entender o que deu errado. Suas reflexões acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida.
A história nos encanta primeiramente devido aos personagens principais e seus intérpretes. Tom é adorável, sensível e completamente apaixonado por Summer. Summer é liberal, de espírito livre, mas nunca foi apaixonada por Tom, embora gostasse muito dele. Em comum, eles têm o gosto musical. E por falar em música, a trilha sonora do filme é impecável. Virei fã de The Smiths devido ao longa.
Joseph e Zooey têm uma ótima química em tela. Quase não reconheci o nerd de "10 Coisas que Eu Odeio em Você". A semelhança com Heaht Ledger é nítida. Zooey se mostra tranquila em sua personagem e além de linda e boa atriz, ela é cantora da excelente banda folk She & Him, em parceria com M. Ward.
 Voltando ao filme, vemos a inversão de papeis das típicas comédias românticas. Normalmente, são as mulheres que sofrem por não serem correspondidas. Não é esse o caso. Aqui, o pobre Tom que tem seu coração partido. Por mais insensível que Summer pareça, o carisma de Zooey Deschanel tira qualquer resquício de antipatia da personagem.
No final, cheguei a uma conclusão. A vida é feita de fases, e por pior que elas sejam o ideal é tentarmos tirar proveito delas de alguma forma. E o que eu vi foi que a relação de Tom com Summer foi uma fase. Aventureira, turbulenta, incerta. Como os verões devem ser. E quem sabe, com a chegada do outono, as coisas se acalmem.

Um comentário:

  1. Ficou ótimo Thaís! O vídeo realmente dá um toque a mais no seu blog! A sua postagem reflete bem o clima do filme!

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